Seis em cada dez adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde

Seis em cada dez adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde

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Publicado em 29 jan 2026, 10h35 | Atualizado em 29 jan 2026, 10h35

O índice de obesidade mais que dobrou entre 2006 e 2024 no Brasil. A taxa, que era de 11,8% em 2006 chegou a 24,3% em 2023, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 28. Ao longo de quase duas décadas, o levantamento mostra uma curva contínua de aumento da condição, sem períodos de estabilização ou queda.

Além da obesidade, o excesso de peso também avançou e já atinge mais de 60% da população adulta. Em 2006, esse percentual era de 42,6%. Em 2023, chegou a 61,4%. Ou seja, hoje, seis em cada dez adultos brasileiros vivem acima do peso considerado saudável.

No levantamento, excesso de peso é uma categoria mais ampla, que inclui tanto pessoas com sobrepeso quanto aquelas com obesidade. A obesidade representa a forma mais grave do quadro, associada a maior risco de doenças crônicas e complicações de saúde, como diabetes e hipertensão.

Perfil

O crescimento da obesidade ao longo da série histórica foi observado tanto entre homens quanto entre mulheres. Entre eles, a prevalência passou de 11,4%, em 2006, para 23,8% em 2023. Entre elas, o percentual saiu de 12,1% para 24,8% no mesmo período.

O excesso de peso seguiu trajetória semelhante nos dois grupos. Entre os homens, a prevalência subiu de 47,5% para 63,4% entre 2006 e 2023. Entre as mulheres, passou de 38,5% para 59,6% no mesmo intervalo.

A análise por faixa etária indica que o avanço da obesidade atinge todas as idades adultas, mas se concentra sobretudo na meia-idade. O maior crescimento foi observado entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que a prevalência mais que dobrou, passando de 12,8% em 2006 para 27,0% em 2023.

Entre adultos jovens, a obesidade aparece com menor frequência, embora em trajetória de alta. Em 2023, cerca de 9,6% das pessoas de 18 a 24 anos e 17,2% daquelas entre 25 e 34 anos viviam com obesidade. Já entre idosos, aproximadamente 22% das pessoas com 65 anos ou mais apresentavam a condição no último ano analisado.

Assim como ocorre com a obesidade, o excesso de peso também atinge seus maiores percentuais na meia-idade.

Falha no plano de enfrentamento

Os resultados contrastam com os objetivos definidos pelo próprio governo federal. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis estabelece como meta deter o crescimento da obesidade até 2030, mantendo a prevalência abaixo de 20%. Pelos dados mais recentes do Vigitel, a taxa já supera esse patamar, indicando que o país se encontra fora da trajetória projetada pelo plano.

Fonte: VEJA

Juliana Silva

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